domingo, 16 de diciembre de 2012

domingo é um mal que ninguém cura - 1


sentei-me,
eu mais o vasinho
durante essa tarde.

começa a dama-da-noite:
- vê lá, o pé de tomate,
sempre tão forte
hoje tá quase desfeito
parecendo morte...

(ai que aperto no peito!)

o hortelã me consola...
- é esse domingo,
que não dá jeito!

planta do dói
trancada na planta
do apartamento
é domingo sem sol
é domingo sem vento
um pé de tomate
nesse fim de tarde
é um pé de lamento...

restou-me a palavra:
- ô tomatinho, como te entendo...

viernes, 14 de diciembre de 2012

Anotações de fim de noite e cama vazia

I. O corpo é TOTAL
   (já dizia Bandeira; que
    os corpos se entendem)
    - mas as almas também!

II. O meu corpo
     é o universo
     onde carrego
     a soma de tantos corpos outros

( meu corpo galáxia de olhos)

III. É nesse corpo-texto
      onde escrevo
      todo dia
      sem autor
      ou leitor,
      o corpo fica poesia

IV. O corpo amoroso
      é cego do olho:
      compreende
      o mundo.

martes, 11 de diciembre de 2012

viernes, 7 de diciembre de 2012

na barca



Tripulação:
9 pessoas
Passageiros em pé,
400
Coletes de adulto
1309 unidades
De criança,
130.
Vento frio
Ponte Niterói- Rio

( mas, se me perguntarem,
 eu não sei pra onde estou indo...) 

miércoles, 5 de diciembre de 2012

el tiempo del cuerpo

el tiempo para guardar
el  tiempo del hombre
que trabaja, come y duerme
el tiempo para morir

si los cuerpos
vagan en desamparo
ahí está el tiempo…
no creo en nada más
que en dos cuerpos

lunes, 19 de noviembre de 2012

morro de (a)mar

doce lagoa
canto de yewá
água-chuve
mangue  
água suja
com que me lavo
leva o sal
da pele
água-angústia
lágrima a margura
mar-murmuro
 (m)arde manhã
o mar de ontem
mergulho